quinta-feira, outubro 27, 2011

area store - o pesadelo da mobília

No início do ano, mudei de casa. Como precisava de mobília nova, comprei alguma na loja da area, no Norteshopping.

Foi uma das maiores asneiras que fiz na vida. A mobília por não existir em stock teve de ser encomendada e paga a 50% no acto da encomenda; devia de estar bêbado para aceitar estas condições... A prová-lo está o facto de também ter aceite que a loja não se comprometesse com prazos de entrega, mas tão só indicasse uma previsão do tempo mínimo que teria de esperar. Mas que se há-de fazer? Aqui o otário, a espaços, ainda sofre de uns rasgos de romantismo e acredita nas pessoas.

A conta gotas, a mobília começou a chegar. Confesso que cheguei a achar que os senhores da transportadora pertenciam a uma equipa de apanhados. Metade da mobília foi entregue partida ou danificada (a saber: quatro cadeirões, cinco cadeiras e um aparador). Cheguei a espreitar pela janela, a ver se via o Joaquim Letria, o Guilherme Leite ou o Nuno Graciano na rua, mas não vi ninguém. Era mesmo verdade!
Desenrolou-se uma infindável lista de contactos, quer para a loja, quer para o serviço após venda, para a ASAE e para o Centro de Informação e Arbitragem ao Consumo do Porto (idas à loja, telefonemas, emails, cartas registadas com aviso de recepção, tudo o que possam imaginar).

O modus operandi é este:

1- reclamação na loja (não podem fazer nada a não ser reportar o problema ao serviço após venda)

2- silêncio

3- reclamação para o serviço após venda (não pode fazer nada a não ser reportar o problema à administração, cujo contacto me é vedado)

4- silêncio

5- reclamação no livro, na loja

6- resposta da ASAE (indica que está fora do seu âmbito de competências; parece que no âmbito de competências deste organismo está apenas a apreensão de chouriças caseiras e de DVDs pirata. A ASAE sugere que recorra ao Centro de Informação e Arbitragem ao Consumo do Porto)

7- comunicação para o CICAP (este organismo é gratuito para ambas as partes e serve para, quando duas partes não chegam a acordo, mediar a disputa de acordo com a lei vigente, e designa um jurista para o efeito. A ideia é que não se entupam tribunais com processos relativos a cadeiras e outras miudezas, deixando os tribunais com tempo para engavetar pedófilos, corruptos e afins)

8- resposta do CICAP (a area store não aceita a mediação; o recurso ao CICAP exige que ambas as partes aceitem que este organismo medeie o conflito. A decisão do tribunal arbitral, a acontecer, é final e não passível de recurso. Assim sendo resta-me o recurso aos tribunais, opção que me foi de imediato desaconselhada por doutores de direito, sob pena de passar uns anos nisto e de entretanto despender uma pequena fortuna)

Isto significa que a area não pensa que a minha intenção de devolver seis cadeiras, em oposição à sua intenção de substituir duas não tenha suporte legal. Eles sabem que eu sei que eles sabem que tem. A lei do consumo é explicita. Cabe ao consumidor optar pela substituição por produto igual ou superior, reparação, devolução total do dinheiro contra a entrega do produto ou ainda devolução parcial do valor, ficando o consumidor com o produto danificado. O que eles sabem é que a justiça em Portugal tarda e é cara, e então, impõem a sua vontade, e pensam que assim levam a vida.

Pois bem, preciso da vossa ajuda para lhes provar que estão equivocados:
publicitem este post justo dos vossos amigos, e visitem e partilhe a página de facebook que criei para o efeito . Nesta página, podem ver fotos de algumas das peças defeituosas (infelizmente, não tenho de todas) bem como ver alguns dos documentos que provam que a descrição acima, quando muito, peca por defeito. Nos dias que correm, todos temos magníficas ferramentas para fazer valer a nossa opinião e os nossos direitos. Não os desperdicemos!

11 Comments:

At outubro 27, 2011 3:51 da tarde, Anonymous Anónimo said...

http://diariodacasa.posterous.com/um-dos-meus-maiores-receios

tás a ganhar fama! o twitter sempre serve para alguma coisa! a continuar a partilha por lá! ;)

André Afonso

 
At julho 10, 2012 10:28 da manhã, Blogger Ligia Noia said...

Loja Area: Onde não comprar mobilia!

Deixo aqui também o meu desabafo:


http://ncliente.blogspot.pt/

 
At outubro 16, 2012 11:47 da manhã, Anonymous RITA VIDEIRA said...

NAO COMPREM NADA NESTAS LOJAS DA AREA PORQUE ELES NAO ATENDEM A NENHUA RECLAMACAO POR MAIOS EVIDENTE QUE SEJA ORA VEJAMOS: EM AGOSTO DO ANO CORRENTE COMPREI UNS SOFAS. PASSADOS DOIS MESES OS MESMOS ESTAO COMPLETAMENTE DEFORMADOS. RECLAMEI E A RESPOSTA FOI:BATA AS ALMOFADAS E OS ACENTOS TODOS OS DIAS E VAI VER COMO FICAM BEM.... SE NAO FICAREM COMPRA NOVAS ALMOFADAS E ASSENTO POR SUA CONTA...PEDI O CONTACTO DA ADMINISTRACAO QUE ME FOI NEGADO SE ALGUEM SOUBER COMO CHEGAR A ADMINISTRACAO AGRADECIA QUE ME INFORMACEM.

 
At dezembro 27, 2012 12:31 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Recorrer ao Tribunal compensa.
Aqui vai a minha história:
Comprei numa das lojas da Area 2 peças de mobiliário.
Ao chegar a casa, verifiquei que ambas apresentavam defeitos.
No dia seguinte, levei as peças à loja para que verificassem a situação.
Disseram que nada podiam fazer, que tinha que contactar o serviço pós-venda.
Apresentei reclamação no respectivo livro.
Entrei em contacto escrito e telefónico com o serviço de pós-venda, informando que pretendia a resolução do contrato e, consequentemente, a devolução do dinheiro.
Mandaram um tecnico a minha casa para verificar os defeitos.
A partir daí silêncio.
Entrei em contacto com o Tribunal arbitral, todavia, uma vez que a area não aceita a resolução de litigios por esta via, nada pode ser feito.
Dei entrada de uma acção em Tribunal.
2 dias antes do Julgamento, fui contactada para resolver a situação.
Senti que foi feita justiça, não só me devolveram o valor das peças, como foram levantá-las a minha casa, pagaram as custas do tribunal e deram-me um vale em valor superior ao das peças.
O fim da histório demorou um ano.
Moral da história: Nunca cruzem os braços contra a arrogância de quem não respeita a lei!!!!!!

 
At janeiro 31, 2013 7:43 da tarde, Anonymous Anónimo said...

parva que és!
também já adquiri produtos e aquando do seu levantamento assinei um papel em que diz que este ficaram em minha posse e em que verifiquei que estes estavam em condições...
assinar papéis sem os ler e depois reclamar... não muito inteligente e, isso sim, uma 'brootalidade'!

 
At abril 12, 2013 2:54 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois mas acontece que no caso da Area, as peças nunca são trocadas, em condições na altura ou não! Ou seja, entregam uma peça e nós decidimos não a eceitar. Não há problema: fica em armazém na área até decidirmos ir levantá-la porque eles não trocam nada!!!! Portanto devia pensar duas vezes antes de chamar de "parva" às pessoas

 
At novembro 27, 2013 7:10 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Comprei um candieiro com sensor tactil com duas intensidades de luz em outubro, que estava em exposição.
O candieiro após 2h de estar ligado não desligava de forma alguma, só desapertando a lampada, pois o sensor não funcionava. depois começei a verificar que o candieiro se ligava sem que niguém que lhe tocasse, normalmente durante a noite.
Enviei um mail para o serviço pós venda, que me responderam com uma chamada telefonica, dizendo que se o candieiro apresentava defeito, como morava longe geograficamente do porto, procederiam á troca mas apenas tinham para entrega em fevereiro, um candieiro igual, o que eu disse que não, pois era muito tempo. Depois disseram que podia dar um vale no valor do candieiro ou o dinheiro de acordo com o que pretendesse.
Tive o cuidado de dizer a data em que me ia deslocar ao loja norteshopping, 24 de novembro. o funcionário que me atendeu , depois, de ligar o candieiro 2minutos diz me que o candieiro estava bom. O Sr. deve estar a brincar comigo, pois como já havia dito só depois de 2 a 3 horas de estar ligado é que apresenta problemas e não funciona o sensor inclusive já exprimentamos os 3 tipos de lampadas que nos indicaram. Podemos testar, o Sra vai dar uma volta e vamos analisar.Fui e quando voltei qual é o meu espanto quando o sr. que nos atendeu estava na caixa foram chama-lo e veio nos dizer que estava tudo bem com o artigo e que não tinha qualquer defeito. Desculpe não estou a perceber deve estar a brincar pois desloco-me ao porto para vir aqui, acha que tenho prazer em vir reclamar acontece que este equipamento está não conforme e segundo a sua explicação este candieiro pode funcionar com 3 tipos de lampadas, testou as 3, se testou dê me um relatorio por escrito dos testes efectuados por si.

não podemos dar nada por escrito.
por minha sugestão o candieiro ficou para testes, mas assinou na factura como tinha sido entregue o candieiro na data para testes.
Fizemos uma marca no candieiro, até porque ele é meu paguei, tenho o direito de certificar que me entregam o mesmo produto, e escrevi, area por baixo da peça central.
Hoje recebo uma chamada mais uma vez a dizer que o artigo não apresentava qualquer defeito.

depois de ler estes comentarios começo a perceber que só com advogado é que isto se vai resolver se resolver!!!????

 
At maio 21, 2014 1:21 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Area - Lojas a evitar a todo o custo!

Lamentávelmente, não tinha a menor idea de quão vigaristas são estes "senhores" da area, e neste momento tenho um conflito grave, pois embora não tenham o produto para entrega, previsto agora para 2 meses e meio depois da encomenda, e sem garantias da data, se recusam a devolver os mais de 50% de sinal que exigiram para fazer a encomenda.
Gostaria muito de colaborar na denúncia pública desta entidade?!
como fazer?

 
At maio 21, 2014 1:21 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Area - Lojas a evitar a todo o custo!

Lamentávelmente, não tinha a menor idea de quão vigaristas são estes "senhores" da area, e neste momento tenho um conflito grave, pois embora não tenham o produto para entrega, previsto agora para 2 meses e meio depois da encomenda, e sem garantias da data, se recusam a devolver os mais de 50% de sinal que exigiram para fazer a encomenda.
Gostaria muito de colaborar na denúncia pública desta entidade?!
como fazer?

 
At maio 11, 2015 7:08 da tarde, Blogger Maria Eugenia Moreira said...

Comprei um cadeirao na loja. Chegou completamente danificado .Quero a devolucao do dinheiro porque ja vi que os outros nao estao melhores.Nao consigo falar com ninguem responsavel.E uma latima!Vou tentar a DECO mas comeco a achar que em Portugal ninguem consegue fazer nada!

 
At junho 29, 2015 5:32 da tarde, Blogger Nuno Monteiro said...

Boa tarde. No dia 12 de Junho comprei 6 cadeiras na Area o Colombo e no 15 fui levantá-las ao armazém do Montijo. Quando cheguei a casa e tentei montar as cadeiras (atenção, ninguém na loja me indicou que as cadeiras não vinham montadas nem me sugeriram nenhum serviço de montagem!!) apercebi-me que as mesmas vinham com alguns riscos e ferrugem. Mais grave ainda, as roscas onde seria necessário aparafusar os parafusos estão tortas/defeituosas, impedido a correta colocação dos dos parafusos. Após ligar 6 vezes para a Area e foram-me dando indicações diferentes, sendo que a última era de que enviariam um técnico a minha casa para inspeccionar/resolver o problema. Nem por uma vez me ligaram de volta. Após isto na sexta-feira passada enviei-lhes um mail a dar conta da minha insatisfação e indicando que se não visse o assunto resolvido ia fazer uma reclamação e ia solicitar a devolução das cadeiras. Eis se não quando hoje (dia 29/06) me ligam pela primeira vez a dizer que a concluíram que os danos das cadeiras tinha sido provocados pela minha má manutenção (qual manutenção?!!) das mesmas. Simplesmente descartaram por completo qualquer tentativa de resolução do problema e qualquer responsabilidade. E ainda me indicaram que não me respondem por escrito ao mail e que a política da empresa é não aceitar devoluções! Alguém sabe quais serão os melhores passos a dar para reaver o dinheiro? Para já estou a pensar falar com a Deco e ir à loja do Colombo fazer uma reclamação por escrito. Se alguém já passou por situações idênticas, pedia-vos que me dissessem qual a melhor forma de resolver a situação. Obrigado. Nuno Monteiro

 

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