area store - o pesadelo da mobília
No início do ano, mudei de casa. Como precisava de mobília nova, comprei alguma na loja da area, no Norteshopping.
Foi uma das maiores asneiras que fiz na vida. A mobília por não existir em stock teve de ser encomendada e paga a 50% no acto da encomenda; devia de estar bêbado para aceitar estas condições... A prová-lo está o facto de também ter aceite que a loja não se comprometesse com prazos de entrega, mas tão só indicasse uma previsão do tempo mínimo que teria de esperar. Mas que se há-de fazer? Aqui o otário, a espaços, ainda sofre de uns rasgos de romantismo e acredita nas pessoas.
A conta gotas, a mobília começou a chegar. Confesso que cheguei a achar que os senhores da transportadora pertenciam a uma equipa de apanhados. Metade da mobília foi entregue partida ou danificada (a saber: quatro cadeirões, cinco cadeiras e um aparador). Cheguei a espreitar pela janela, a ver se via o Joaquim Letria, o Guilherme Leite ou o Nuno Graciano na rua, mas não vi ninguém. Era mesmo verdade!
Desenrolou-se uma infindável lista de contactos, quer para a loja, quer para o serviço após venda, para a ASAE e para o Centro de Informação e Arbitragem ao Consumo do Porto (idas à loja, telefonemas, emails, cartas registadas com aviso de recepção, tudo o que possam imaginar).
O modus operandi é este:
1- reclamação na loja (não podem fazer nada a não ser reportar o problema ao serviço após venda)
2- silêncio
3- reclamação para o serviço após venda (não pode fazer nada a não ser reportar o problema à administração, cujo contacto me é vedado)
4- silêncio
5- reclamação no livro, na loja
6- resposta da ASAE (indica que está fora do seu âmbito de competências; parece que no âmbito de competências deste organismo está apenas a apreensão de chouriças caseiras e de DVDs pirata. A ASAE sugere que recorra ao Centro de Informação e Arbitragem ao Consumo do Porto)
7- comunicação para o CICAP (este organismo é gratuito para ambas as partes e serve para, quando duas partes não chegam a acordo, mediar a disputa de acordo com a lei vigente, e designa um jurista para o efeito. A ideia é que não se entupam tribunais com processos relativos a cadeiras e outras miudezas, deixando os tribunais com tempo para engavetar pedófilos, corruptos e afins)
8- resposta do CICAP (a area store não aceita a mediação; o recurso ao CICAP exige que ambas as partes aceitem que este organismo medeie o conflito. A decisão do tribunal arbitral, a acontecer, é final e não passível de recurso. Assim sendo resta-me o recurso aos tribunais, opção que me foi de imediato desaconselhada por doutores de direito, sob pena de passar uns anos nisto e de entretanto despender uma pequena fortuna)
Isto significa que a area não pensa que a minha intenção de devolver seis cadeiras, em oposição à sua intenção de substituir duas não tenha suporte legal. Eles sabem que eu sei que eles sabem que tem. A lei do consumo é explicita. Cabe ao consumidor optar pela substituição por produto igual ou superior, reparação, devolução total do dinheiro contra a entrega do produto ou ainda devolução parcial do valor, ficando o consumidor com o produto danificado. O que eles sabem é que a justiça em Portugal tarda e é cara, e então, impõem a sua vontade, e pensam que assim levam a vida.
Pois bem, preciso da vossa ajuda para lhes provar que estão equivocados:
publicitem este post justo dos vossos amigos, e visitem e partilhe a página de facebook que criei para o efeito . Nesta página, podem ver fotos de algumas das peças defeituosas (infelizmente, não tenho de todas) bem como ver alguns dos documentos que provam que a descrição acima, quando muito, peca por defeito. Nos dias que correm, todos temos magníficas ferramentas para fazer valer a nossa opinião e os nossos direitos. Não os desperdicemos!
