Carta aberta ou "O Papa devia vir cá todos os dias"
Porto, 26 de Julho de 2010
Prezados Srs.:
Esta carta foi enviada em simultâneo para o Comando Metropolitano da PSP do Porto, Direcção Nacional da PSP, Ministério da Administração Interna, Gabinete do Primeiro Ministro, Ex.mo Sr. Presidente da República, Grupos Parlamentares de todos os partidos com representação na Assembleia da República e Câmara Municipal do Porto, bem como para os principais órgãos de comunicação social portugueses.
É motivada pelo facto de desde há muito tempo eu ter constatado, que é extremamente difícil, exceptuando em esquadras e à porta do Banco de Portugal, encontrar um agente da PSP na cidade do Porto durante a noite.
Nas últimas semanas, por duas vezes precisei de recorrer a esquadras da PSP durante a noite e de ambas as vezes deparei com policias que se confessaram incapazes de me auxiliar, por dois motivos: primeiro, por estarem, de cada uma das vezes, apenas dois agentes na esquadra, o que por ser o mínimo obrigatório consequentemente os impedia de sair da mesma; em segundo lugar, a outra alternativa que lhes restava, que seria a de deslocar para o local um carro patrulha, afigurava-se-lhes apenas hipotética, uma vez que para cada uma destas viaturas é atribuída uma área demasiado extensa, tendo-me sido dito, pelos agentes, numa das vezes, que naquela noite (um Sábado) apenas havia um carro patrulha em toda a cidade do Porto e da segunda vez (uma sexta-feira) que o carro patrulha disponível para aquela área tinha cinco freguesias atribuídas.
Sei também, por experiência própria, que apesar dos inúmeros reboques privados que diariamente prestam serviço nas equipas de controlo de estacionamento, quando uma viatura fica bloqueada por outra estacionada, por exemplo, em segunda fila ou em frente à sua garagem, a espera por um reboque pode ser desesperante, uma vez que os reboques privados não são chamados a actuar nestas situações e a PSP dispõe de apenas um reboque para toda a cidade.
Assim, peço a todas as instituições que recebam esta carta, e que me parece serem todas as com responsabilidades directas ou indirectas neste assunto, que ponham cobro à actual situação da falta de policiamento do Porto.
Aos órgãos de comunicação social, peço que investiguem a veracidade destes factos e que os noticiem.
Peço a todos que não percam tempo a responder a esta carta. A única resposta que uma denúncia destas pode ter é a reposição da normalidade, com polícias em número suficiente nas ruas e nas esquadras, com equipamento, formação e motivação adequados. Não é aceitável que um policia quando confrontado com uma denúncia de vandalismo, agressão, assalto ou outra qualquer perturbação reaja com inércia e resignação pela falta de meios. Não é aceitável que um cidadão cumpridor chegue mais de duas horas atrasado ao seu local de trabalho porque teve de esperar todo esse tempo que um condutor desrespeitador que lhe bloqueou a garagem remova a sua viatura, uma vez que a PSP não teve meios para o fazer, e que quando lá chegue assista à remoção, por diversos reboques, de viaturas cujos condutores não inseriram uma moeda no parquímetro.
É motivada pelo facto de desde há muito tempo eu ter constatado, que é extremamente difícil, exceptuando em esquadras e à porta do Banco de Portugal, encontrar um agente da PSP na cidade do Porto durante a noite.
Nas últimas semanas, por duas vezes precisei de recorrer a esquadras da PSP durante a noite e de ambas as vezes deparei com policias que se confessaram incapazes de me auxiliar, por dois motivos: primeiro, por estarem, de cada uma das vezes, apenas dois agentes na esquadra, o que por ser o mínimo obrigatório consequentemente os impedia de sair da mesma; em segundo lugar, a outra alternativa que lhes restava, que seria a de deslocar para o local um carro patrulha, afigurava-se-lhes apenas hipotética, uma vez que para cada uma destas viaturas é atribuída uma área demasiado extensa, tendo-me sido dito, pelos agentes, numa das vezes, que naquela noite (um Sábado) apenas havia um carro patrulha em toda a cidade do Porto e da segunda vez (uma sexta-feira) que o carro patrulha disponível para aquela área tinha cinco freguesias atribuídas.
Sei também, por experiência própria, que apesar dos inúmeros reboques privados que diariamente prestam serviço nas equipas de controlo de estacionamento, quando uma viatura fica bloqueada por outra estacionada, por exemplo, em segunda fila ou em frente à sua garagem, a espera por um reboque pode ser desesperante, uma vez que os reboques privados não são chamados a actuar nestas situações e a PSP dispõe de apenas um reboque para toda a cidade.
Assim, peço a todas as instituições que recebam esta carta, e que me parece serem todas as com responsabilidades directas ou indirectas neste assunto, que ponham cobro à actual situação da falta de policiamento do Porto.
Aos órgãos de comunicação social, peço que investiguem a veracidade destes factos e que os noticiem.
Peço a todos que não percam tempo a responder a esta carta. A única resposta que uma denúncia destas pode ter é a reposição da normalidade, com polícias em número suficiente nas ruas e nas esquadras, com equipamento, formação e motivação adequados. Não é aceitável que um policia quando confrontado com uma denúncia de vandalismo, agressão, assalto ou outra qualquer perturbação reaja com inércia e resignação pela falta de meios. Não é aceitável que um cidadão cumpridor chegue mais de duas horas atrasado ao seu local de trabalho porque teve de esperar todo esse tempo que um condutor desrespeitador que lhe bloqueou a garagem remova a sua viatura, uma vez que a PSP não teve meios para o fazer, e que quando lá chegue assista à remoção, por diversos reboques, de viaturas cujos condutores não inseriram uma moeda no parquímetro.

0 Comments:
Publicar um comentário
<< Home