terça-feira, março 27, 2007

Com um olho no burro outro no cigano.

Assim estarão amanhã os defesas sérvios, pelo menos a acreditar na capa d' A Bola de hoje, que garante "Quaresma e Simão titulares amanhã".

Serão de Domingo.

Tenho recebido nos últimos tempos algumas reclamações quanto à falta de textos aqui publicados, bem como sugestões sobre matérias a abordar. Por um lado agradeço a todos os que se interessam por este blog e que o seguem com assiduidade. Por outro lado, digo-lhes que aqui o tasco ainda não é um site porno, com direito a pagamento com cartão de crédito e, consequentemente, a secção de reclamações. Posto isto, vamos lá:

Ontem, o povo decidiu quem foi o maior português de sempre. Democraticamente (ou quase; os degraçados sem dinheiro para pagar os beberetes, tainadas, berlinas de luxo, e já agora, putas aos senhores das OPAs, não tiveram direito a voto...) os portugueses escolheram o Salazar. Não querendo entrar na análise do que levou a este resultado, pois não faltará quem o faça, achei o resultado bastante adequado. Sempre ouvi dizer que uma pergunta estúpida merece uma resposta pior.
No entanto, o programa que anunciou os resultado final teve um mérito:
Na noite de ontem os Gato Fedorento estiveram, ao contrário do costume, bastante desinspirados (já não contando com o Hora H, programa em que Herman José confirma as piores expectativas e vinca mais uma vez que já não está para se chatear, mostrando apenas, inexplicavelmente, porque é algo que faz francamente mal, interesse em cantorias e em trajeitos apanascados, estes já demonstrando um avançado conhecimento de causa, num total desprezo pelos meios que tem ao seu dispor, nomeadamente financeiros e ao nível da equipa que produz os textos). O mérito dos grandes portugueses, foi sacar-me a gargalhada da noite, ao mostrar em directo a reacção de Odete Santos ao resultado, que completamente fora de si começou por pedir socorro à constituição, que proíbe a exultação do fascismo e acabou a arregaçar a blusa até ao pescoço e a coçar as mamas, já tomada de assalto pelo calor da indignação. Foi hilariante, se bem que um tipo de humor algo pesado, porque certos estômagos podem ter reacções mais violentas às mamas da Odete.

Afinal, se calhar quem tinha razão era o botas, que não ia nisso de votações, e já agora, não aprovava cantorias apanascadas na TV (o que estou eu a dizer?!? Então e o Calvário e amigos? Bem, peço-vos desculpa...), não fosse a eleição acabar por estragar o jantar domingueiro de alguém, o que pode ser francamente desagradável. Realmente, agora que me lembro que com esta mania das democracias a Odete podia ter acabado por estragar o cabritinho assado que me caiu como ginjas... É pena o programa já ter acabado, senão, às tantas, ainda votava no manholas do António...