quarta-feira, janeiro 31, 2007

Se governar, não beba...

Apreciem esta, retirada da edição online do Diário Económico:

Manuel Pinho, que acompanha o primeiro-ministro em visita à China, apelou ao investimento chinês em Portugal alegando que os custos salariais são inferiores à média da União Europeia e têm uma menor pressão de aumento do que nos países do alargamento.

Essa foi uma de cinco razões apontadas por Manuel Pinho, perante uma plateia de empresários chineses, para o investimento em Portugal.

"Portugal é um país competitivo em termos de custos salariais. Os custos salariais são mais baixos do que a média dos países da UE e a pressão para a sua subida é muito menor do que nos países do alargamento", sustentou o ministro, no Fórum de Cooperação Empresarial Portugal China 2007.

Ó Manel, grande borracheira, essa que apanhaste ontem aí na China, não? Ou então sou eu que sou uma besta e não consigo atingir o alcance da declaração, mas, para além de não me parecer muito normal que um ministro da economia ache uma vantagem o seu país ter salários baixos (e ao que parece, com perspectivas para que assim continuem...), ir cantar esse fadinho aos chineses, especialistas da exploração laboral fica para além da minha capacidade de compreensão...
Só te falta agora ir para a Améria Latina dizer aos gajos que somos todos uma cambada de analfabetos e estamos ansiosos que nos vendam os direitos para a Floribela 2.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

De onde vem o Ferrero Rocher?

Após as épocas festivas é quase certo que a grande maioria de vós, goste ou não deles, algures nas vossas casas, teve bombons Ferrero Rocher.

Deixem-me fazer-vos uma pergunta:

- Quantas vezes, em toda a vossa vida, já compraram uma caixa de Ferrero Rocher?

Pois é... De onde vem aquilo? Eu sei que os Rolls Royce vêm equipados de série com uma bandeja deles, e sei também que nos hipermercados o que não falta são palettes de Ferrero Rocher, mas como eu duvido que algum de vós possua um Rolls Royce e como as tais palettes nos hipermercados estão sempre intactas (de vez em quando lá falta uma caixa ou outra, mas certamente foi um daqueles bacocos de fato de treino que vai para lá passear o carrinho ao domingo que as derrubou enquanto olhava para a gaja da mini-saia e patins...) a origem dos chocolates é, no mínimo, intrigante...

E depois há aquele anúncio ridículo, que passa quando a canícula começa a apertar e avisa que o Ferrero Rocher volta depois do Verão. O que é que aqueles bombons têm de tão especial que os faz estragar com o calor, ao contrário de todos os outros?

Pensem bem nisto antes de comerem o próximo, porque cá para mim, aquilo é posto aqui por extraterrestres que nos querem drogar a todos para invadir o planeta. Aliás, aquele Ambrósio tem um ar muito suspeito...

O dopping não se toma; apanha-se.

Ontem acabou (oficialmente, pelo menos...) a telenovela do caso de dopping do Nuno Assis. Lá levou um ano de suspensão. Como é normal nestas situações, vêm todos lamentar imenso e mostrar-se solidário com o jogador. Confesso que não percebo.
Embora não saiba, nem me interesse muito saber, se o Nuno Assis se dopou ou não, e se sim, se o fez conscientemente, acho sempre fantástico que de cada vez que um atleta português é suspenso por dopping, se faça dele um coitadinho. Como se tivesse apanhado um cancro ou tivesse sido atropelado na passadeira. O atleta nunca tem culpa! Ou foi o shampoo anti-caspa, ou os comprimidos para emagrecer, ou o médico da equipa se esqueceu de comunicar oficialmente que o atleta estava a fazer uma medicação restrita, ou mesmo o técnico do laboratório que com a bebedeira trocou a amostra de urina por uma de um toxicodependente qualquer, enfim, um azar mais ou menos rocambolesco. O que não pode nunca acontecer, é o jogador pura e simplesmente tomar dopping.
Entretanto, há dois casos no outro lado do problema: Lance Armstrong. O heptacampeão do Tour de France, esse sim, pelos vistos, e apesar de nunca ter tido um controlo positivo, é que se enchonfrava em tudo e mais alguma coisa, desde que fosse ilegal. Aliás, é óbvio: num desporto como o ciclismo, onde não há memória de alguma vez se ter apanhado alguém com dopping, está-se mesmo a ver que o americano se drogou para ganhar sete vezes seguidas! Assim, até eu! Bastava-me tomar umas injecções e lá ia, descontraidamente, Alpes a cima e Pirinéus abaixo de camisola amarela, ainda por cima com a vantagem acrescida de ter os dois colhões no sítio!
Se alguma vez me apanhassem, não havia problema; o pessoal mostrava-se solidário, chamava filho da puta ao francês que fez as análises e estava tudo resolvido. O outro, é o Deco, esse drogado. Nunca teve um único teste positivo, mas a maluqueira era tal que até teve de se ir tratar para Espanha (ficou desintoxicado numa semana; melhor só o pateta do Rio que cura arrumadores em três dias) . Se bem que este, eu percebo: da maneira que faz o que quer dos adversários, realmente, das duas uma; ou anda na coca, ou os defesas andam todos charrados...