Um guna bom é um guna morto
Durante a madugrada de hoje a GNR, durante uma perseguição pelas ruas do Porto, disparou contra o carro onde circulavam quatro jovens (leia-se gunas), tirou a tosse a um e mandou outro para o Sto. António.
Ao que parece, o condutor, referenciado por furto e tráfico de droga, estava com os copos e não tinha seguro, vai daí toca a desrespeitar a operação Stop e a fugir à polícia durante meia hora pelo centro da cidade. O outro ocupante do carro, em entrevista à SIC afirmou ter dito ao amigo que estava a conduzir para "fazer o que quisesse porque o carro era dele". Para dar um colorido adicional à estória, há uma hipotética arma eventualmente atirada pela janela do carro, arma essa sobre a qual o índio da entrevista disse que " se existia, eu não sabia de nada" para depois, quando o jornalista lhe prepara a rasteira e diz que a tal arma já está na judiciária, emendar para um "devia ser do meu amigo que morreu; ele era mesmo muito meu amigo (amigos, amigos, mas já que foste tu quem quinou, levas também com as culpas da arma; desculpa lá ó sócio...)".
O advogado do condutor, disse também à SIC que o estado de espírito do seu cliente é de revolta pela demora em ser ouvido pelo juiz (Não se faz! Um respeitável fornecedor da feira da Vandoma, um rapaz que até estudava química, farmacêutico amador, a ser tratado como um criminoso!) e o morcão da entrevista, ainda com umas negras no focinho e um olho deitado abaixo, queixava-se de ter levado umas coronhadas de G3 "ou de outra arma grande".
Ora vamos lá então ver o filme todo, tal como o imagino:
- quatro gunas andam a passear de carro (vou dar o benefício da dúvida, e aceitar a hipótese do passeio em vez da de andarem a deitar os olhinhos a propriedade alheia...)
- a polícia manda-os parar
- como o condutor já mamou uns "iskicólans" e não tem seguro (parece que o estou a ouvir: -Fuada-se! Eró que faltaba! Ai, ai! Anda cá... Seguro?! Chulos do carailho! Seguro é pós morconhes, ólhan...) resolve fugir com o apoio dos outros (também parece que os estou a ouvir: -Ó máno, olhá bofian! Dá-le brita, oubelá, que tu num tens seguro e já bais cum abion do carailho! )
- Depois do arranque a cantar pneu, começa a fuga, até que um deles, certamente devido aos abanões do carro, consegue atenuar um pouco a pedrada e se lembra da "fusca" e a atira pela janela.
-Meia hora depois, o agente Xaraiba começa a ficar farto da brincadeira, saca da pistola e tenta acertar nos pneus; como neste país se cultiva a bandalheira e entre outras coisas os polícias não praticam tiro, o Xaraiba não acerta nos pneus, mas sim nos gunas.
-Quando vêm o caso mal parado, a gunada lá para e o Xaraiba e o Bicente, ainda excitados pela perseguição, enchem-lhes a marmita.
A mim parece-me bem. Que nunca lhes doa as mãos. E quanto ao tiro mal dado pelo Xaraiba, talvez tenha sido por isso que hoje quando acordei o ar do Porto estava mais leve, certamente por estar a ser partilhado por menos um desses bandalhos.
Ao que parece, o condutor, referenciado por furto e tráfico de droga, estava com os copos e não tinha seguro, vai daí toca a desrespeitar a operação Stop e a fugir à polícia durante meia hora pelo centro da cidade. O outro ocupante do carro, em entrevista à SIC afirmou ter dito ao amigo que estava a conduzir para "fazer o que quisesse porque o carro era dele". Para dar um colorido adicional à estória, há uma hipotética arma eventualmente atirada pela janela do carro, arma essa sobre a qual o índio da entrevista disse que " se existia, eu não sabia de nada" para depois, quando o jornalista lhe prepara a rasteira e diz que a tal arma já está na judiciária, emendar para um "devia ser do meu amigo que morreu; ele era mesmo muito meu amigo (amigos, amigos, mas já que foste tu quem quinou, levas também com as culpas da arma; desculpa lá ó sócio...)".
O advogado do condutor, disse também à SIC que o estado de espírito do seu cliente é de revolta pela demora em ser ouvido pelo juiz (Não se faz! Um respeitável fornecedor da feira da Vandoma, um rapaz que até estudava química, farmacêutico amador, a ser tratado como um criminoso!) e o morcão da entrevista, ainda com umas negras no focinho e um olho deitado abaixo, queixava-se de ter levado umas coronhadas de G3 "ou de outra arma grande".
Ora vamos lá então ver o filme todo, tal como o imagino:
- quatro gunas andam a passear de carro (vou dar o benefício da dúvida, e aceitar a hipótese do passeio em vez da de andarem a deitar os olhinhos a propriedade alheia...)
- a polícia manda-os parar
- como o condutor já mamou uns "iskicólans" e não tem seguro (parece que o estou a ouvir: -Fuada-se! Eró que faltaba! Ai, ai! Anda cá... Seguro?! Chulos do carailho! Seguro é pós morconhes, ólhan...) resolve fugir com o apoio dos outros (também parece que os estou a ouvir: -Ó máno, olhá bofian! Dá-le brita, oubelá, que tu num tens seguro e já bais cum abion do carailho! )
- Depois do arranque a cantar pneu, começa a fuga, até que um deles, certamente devido aos abanões do carro, consegue atenuar um pouco a pedrada e se lembra da "fusca" e a atira pela janela.
-Meia hora depois, o agente Xaraiba começa a ficar farto da brincadeira, saca da pistola e tenta acertar nos pneus; como neste país se cultiva a bandalheira e entre outras coisas os polícias não praticam tiro, o Xaraiba não acerta nos pneus, mas sim nos gunas.
-Quando vêm o caso mal parado, a gunada lá para e o Xaraiba e o Bicente, ainda excitados pela perseguição, enchem-lhes a marmita.
A mim parece-me bem. Que nunca lhes doa as mãos. E quanto ao tiro mal dado pelo Xaraiba, talvez tenha sido por isso que hoje quando acordei o ar do Porto estava mais leve, certamente por estar a ser partilhado por menos um desses bandalhos.
