O gajo das cassetes.
Em conversas sortidas em locais avulsos, algumas delas tendo selectos leitores deste blog como interlocutores, cheguei à conclusão que, tal como eu, alguns desses amigos, não percebem muito bem o critério de escolha dos filmes que os diversos canais transmitem, com principal estranheza pelo utilizado por essa instituição do entertenimento em Portugal que é a TVI. No entanto, há dias, dei por mim a pensar e acho que posso ter descoberto esse critério:
Para mim, numa qualquer sala refundida da TVI, daquelas sem janelas, entre o cheiro a mofo, chulé e a azedo de comida semi-podre e depois de os olhos se terem habituado à escuridão, apenas cortada pela luz de LED's de diversos aparelhos não identificados e dos écrans de alguns monitores, tornando assim possível colocar os pés sem ser em cima de caixas de pizza e hamburguers, podemos ver a silhueta de um gajo gordo, de calças de fato de treino e T-shirt cor-de-nódoa salpicada de migalhas de batatas fritas, sentado numa poltrona em frente a um dos tais monitores e ladeado por um caixote a abarrotar de cassetes VHS, compradas no ex-aluguer do clube de video, caixote esse que em tempos albergou uma faiscante Black Triniton.
O tal gajo, entre dois arrotos, e depois de exibidas todas as novelas, morangos, casos da liga BWin e outros atrasos mentais que tal, mesmo sem olhar, estica o braço para o caixote e pega numa qualquer cassete, ficando assim definido o filme dessa noite.
Só isto explica que a TVI desrespeite sistemáticamente a exibição do filme anunciado no seu próprio site, e como aconteceu há uns meses, exiba às 4 da manhã de um dia de semana "As novas aventuras de Tom Sawyer" ou lá como se chamava aquela lamentável adaptação moderna do clássico de Mark Twain, e que foi repetida exactamente uma semana depois, ou seja, à mesma hora (a cassete, quando foi devolvida ao caixote após a primeira exibição, deve ter ficado no cimo do monte e o gajo, que já não está para enfiar o braço até ao fundo e misturar, pegou novamente nela). Se calhar, se a TVI disponibilizasse ao gordo uma tômbola daquelas que se usavam nos concursos antigamente, quando se concorria via postal dos CTT em vez de SMS, não havia tantas repetições de filmes chungas...
Para mim, numa qualquer sala refundida da TVI, daquelas sem janelas, entre o cheiro a mofo, chulé e a azedo de comida semi-podre e depois de os olhos se terem habituado à escuridão, apenas cortada pela luz de LED's de diversos aparelhos não identificados e dos écrans de alguns monitores, tornando assim possível colocar os pés sem ser em cima de caixas de pizza e hamburguers, podemos ver a silhueta de um gajo gordo, de calças de fato de treino e T-shirt cor-de-nódoa salpicada de migalhas de batatas fritas, sentado numa poltrona em frente a um dos tais monitores e ladeado por um caixote a abarrotar de cassetes VHS, compradas no ex-aluguer do clube de video, caixote esse que em tempos albergou uma faiscante Black Triniton.
O tal gajo, entre dois arrotos, e depois de exibidas todas as novelas, morangos, casos da liga BWin e outros atrasos mentais que tal, mesmo sem olhar, estica o braço para o caixote e pega numa qualquer cassete, ficando assim definido o filme dessa noite.
Só isto explica que a TVI desrespeite sistemáticamente a exibição do filme anunciado no seu próprio site, e como aconteceu há uns meses, exiba às 4 da manhã de um dia de semana "As novas aventuras de Tom Sawyer" ou lá como se chamava aquela lamentável adaptação moderna do clássico de Mark Twain, e que foi repetida exactamente uma semana depois, ou seja, à mesma hora (a cassete, quando foi devolvida ao caixote após a primeira exibição, deve ter ficado no cimo do monte e o gajo, que já não está para enfiar o braço até ao fundo e misturar, pegou novamente nela). Se calhar, se a TVI disponibilizasse ao gordo uma tômbola daquelas que se usavam nos concursos antigamente, quando se concorria via postal dos CTT em vez de SMS, não havia tantas repetições de filmes chungas...

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