Estamos a andar para trás.
Hoje, enquanto aboborava em frente à TV e saltitava alegremente de canal em canal, na RTP1 deparo com um panascola em collants e lantejoulas a abanar uma capa e uma espada em frente de um touro. Nos últimos 2 ou 3 meses, para não exagerar, deve ter sido a quinta vez que me aconteceu, e eu, acreditem, não ando propriamente atrás desse tipo de transmissão televisiva.
Lembro-me de há uns 15 anos, durante um serão em que a RTP transmitia a "grande corrida TV" ter debatido com um tio meu a estupidez do espectáculo e dele ter vaticinado o fim da barbárie para breve. Lamentavelmente, enganou-se. Aliás, enganou-se redondamente.
Nunca, como agora, se transmitiram tantas touradas, e com a reabertura do remodelado Campo Pequeno e de uma outra nova praça em Elvas (lembram-se dos coros indignados contra os estádios do Euro 2004?) parece que a moda veio para ficar.
Em vez de se estar a acabar com as touradas, publicitam-se mais e mais, tornando-as num espectáculo cada vez mais lucrativo e popular. Aliás, pelo que me apercebi das tais touradas por que passei os olhos este Verão, é mesmo prática corrente levarem-se crianças às praças. Ou seja, os Powerangers são violentos, mas os toureiros, não... É que até a roupa é parecida!
Normalmente, defendem-se as touradas com o remendado argumento da tradição. Também era tradição há uns anos dar vinho à canalha. Porque não continuar? Ainda assim acho mais inócuo do que assistir à tortura de um animal magnífico durante horas a fio.
Ah! Esperem lá! Dizem eles que se não fossem as touradas os touros estavam extintos. Pois, realmente, foi uma merda nunca ninguém se ter lembrado de fazer isto com tigres de dentes de sabre e dinossáurios... Se calhar, a esta hora ainda havia...
Como diz um amigo meu: O touro havia de ter mãozinhas...
Lembro-me de há uns 15 anos, durante um serão em que a RTP transmitia a "grande corrida TV" ter debatido com um tio meu a estupidez do espectáculo e dele ter vaticinado o fim da barbárie para breve. Lamentavelmente, enganou-se. Aliás, enganou-se redondamente.
Nunca, como agora, se transmitiram tantas touradas, e com a reabertura do remodelado Campo Pequeno e de uma outra nova praça em Elvas (lembram-se dos coros indignados contra os estádios do Euro 2004?) parece que a moda veio para ficar.
Em vez de se estar a acabar com as touradas, publicitam-se mais e mais, tornando-as num espectáculo cada vez mais lucrativo e popular. Aliás, pelo que me apercebi das tais touradas por que passei os olhos este Verão, é mesmo prática corrente levarem-se crianças às praças. Ou seja, os Powerangers são violentos, mas os toureiros, não... É que até a roupa é parecida!
Normalmente, defendem-se as touradas com o remendado argumento da tradição. Também era tradição há uns anos dar vinho à canalha. Porque não continuar? Ainda assim acho mais inócuo do que assistir à tortura de um animal magnífico durante horas a fio.
Ah! Esperem lá! Dizem eles que se não fossem as touradas os touros estavam extintos. Pois, realmente, foi uma merda nunca ninguém se ter lembrado de fazer isto com tigres de dentes de sabre e dinossáurios... Se calhar, a esta hora ainda havia...
Como diz um amigo meu: O touro havia de ter mãozinhas...
