A selecção de (quase) todos vós
A selecção nacional de futebol está apurada para o campeonato do mundo de 2006, na Alemanha.
Enquanto se prepara a histeria colectiva, acompanhada pelo engalanar de varandas com bandeiras de 1€ e consequentes discussões acerca dos pagodes "made in China" em vez dos castelos eu aproveito, a alguns meses de distância, para antever o desclabro e assim ganhar vantagem para as hipoteticas discussões ao redor das cervejas quando os "pupilos de Scolari" (aguardo ansiosamente pela denominação azeiteira que os jornais darão desta vez aos jogadores da selecção) forem mandados para casa sem glória.
Esta "má vontade" e "falta de patriotismo" deve-se única e exclusivamente a duas pessoas: Gilberto Madail e Luiz Felipe Scolari.
No primeiro, irrita-me a falta de colhões crónica, ao decidir sempre de acordo com as sondagens e imposições dos jornais na escolha de seleccionadores e a sua imensa falta de vergonha quando as coisas correm mal, escondendo-se apenas com o braço de fora e com o indicador apontado ao bode espiatório mais conveniente.
No segundo, irrita-me a fama de gajo com os colhões no sítio, só por ser teimoso e malcriado, juntamente com a quase unanimidade inteiramente desmerecida em redor das suas boas capacidades de treinador de futebol.
O Sr. Scolari chegou a Portugal e, qual Chico Esperto, decidiu prolongar a sua fama de intransigente adquirida aquando da não convocatória do Romário para o mundial de 2002 (que ganhou ainda nem ele percebeu muito bem como...) ao fazer a mesma coisa ao Vitor Baia. Existem aqui contudo algumas pequenas diferenças: o Romário sempre foi, apesar de muito bom jogador, um insurrecto dado a cóboiadas e faltas de respeito diversas, tanto pelas camisolas que vestia (Ou veste? É menino para ainda andar por aí a fazer que joga...) como pelas fortunas que lhe pagavam; o Vitor Baía, não. Além de ser indiscutivelmente o melhor guarda-redes português dos últimos anos, principalmente destes em que temos de aturar a parvoice do Sr. Scolari, nunca esteve associado a vedetismos e indisciplina. Para além disso é apenas e só o jogador de futebol do mundo inteiro, e desde que o jogo existe, com mais títulos conquistados. Ainda por cima, perdeu o lugar para um chorão, que nunca defendeu nem ganhou nada que se visse, a quem tem de se andar constantemente a passar a mão pelo pelo e a gritar vivas para não andar a meter nojo nos jornais e na TV. É que podia ter sido substituido por qualquer outro; mas não! Foi pelo pior possivel! E não me venham com a treta do Portugal x Inglaterra. A aquilo chama-se sorte, esteja o Ricardo ou o Baía (ou eu, já agora) na baliza, com ou sem luvas, assim como toda a gente chamaria azar caso a bola que o Beckham mandou para a bancada tivesse entrado na gaveta como era suposto. Se houve alguém com pinta naquela marcação de penaltys foi o Helder Postiga, do alto da sua inconsequencia de "Indio das Cachinas" ao marcar aquele penalty à maior do mundo.
Guarda redes à parte, digam me lá qual é o mérito de um treinador que perde duas vezes exactamente da mesma maneira contra uma selecção do nivel da Grécia? Na primeira vez, e ignorando a inconcebivel formação colocada em campo por Scolari, num total desprezo por uma defesa e meio campo campeões europeus como era a que tinha disponivel vinda da máquina montada por Mourinho no Futebol Clube do Porto, ainda terá desculpa, pela possibilidade de ter sido surpreendido pela estratégia do ferrolho e pontapé para a frente usada pela Grécia; da segunda, já não, pois a Grécia passou o europeu todo a jogar assim e já devia estar mais do que avisado. A selecção nacional não conquistou o segundo lugar no Euro 2004; a selecção nacional perdeu o Euro 2004, por culpa da teimosia e falta de visão do Sr. Scolari. E perdeu-o contra a Grécia! E não nos esqueçamos que embora Portugal se tenha apurado para o mundial, o grupo em que calhou era absolutamente ridículo e ainda andou alguns jogos contra selecções inconcebiveis a cagar e a tossir, onde só não perdeu por ser manifestamente impossivel, tal a inaptidão do adversário para dar dois chutos seguidos numa bola...
Fico assim a aguardar a chegada cabisbaixa da Alemanha, e desde já triste por não poder ver o Scolari a ser despedido (o contrato acaba no fim do mundial...). Sobrar-me-á a cena hilariante de ver o Madail a deitar-lhe as culpas enquanto contrata o treinador "adiantado pel' A Bola".
Enquanto se prepara a histeria colectiva, acompanhada pelo engalanar de varandas com bandeiras de 1€ e consequentes discussões acerca dos pagodes "made in China" em vez dos castelos eu aproveito, a alguns meses de distância, para antever o desclabro e assim ganhar vantagem para as hipoteticas discussões ao redor das cervejas quando os "pupilos de Scolari" (aguardo ansiosamente pela denominação azeiteira que os jornais darão desta vez aos jogadores da selecção) forem mandados para casa sem glória.
Esta "má vontade" e "falta de patriotismo" deve-se única e exclusivamente a duas pessoas: Gilberto Madail e Luiz Felipe Scolari.
No primeiro, irrita-me a falta de colhões crónica, ao decidir sempre de acordo com as sondagens e imposições dos jornais na escolha de seleccionadores e a sua imensa falta de vergonha quando as coisas correm mal, escondendo-se apenas com o braço de fora e com o indicador apontado ao bode espiatório mais conveniente.
No segundo, irrita-me a fama de gajo com os colhões no sítio, só por ser teimoso e malcriado, juntamente com a quase unanimidade inteiramente desmerecida em redor das suas boas capacidades de treinador de futebol.
O Sr. Scolari chegou a Portugal e, qual Chico Esperto, decidiu prolongar a sua fama de intransigente adquirida aquando da não convocatória do Romário para o mundial de 2002 (que ganhou ainda nem ele percebeu muito bem como...) ao fazer a mesma coisa ao Vitor Baia. Existem aqui contudo algumas pequenas diferenças: o Romário sempre foi, apesar de muito bom jogador, um insurrecto dado a cóboiadas e faltas de respeito diversas, tanto pelas camisolas que vestia (Ou veste? É menino para ainda andar por aí a fazer que joga...) como pelas fortunas que lhe pagavam; o Vitor Baía, não. Além de ser indiscutivelmente o melhor guarda-redes português dos últimos anos, principalmente destes em que temos de aturar a parvoice do Sr. Scolari, nunca esteve associado a vedetismos e indisciplina. Para além disso é apenas e só o jogador de futebol do mundo inteiro, e desde que o jogo existe, com mais títulos conquistados. Ainda por cima, perdeu o lugar para um chorão, que nunca defendeu nem ganhou nada que se visse, a quem tem de se andar constantemente a passar a mão pelo pelo e a gritar vivas para não andar a meter nojo nos jornais e na TV. É que podia ter sido substituido por qualquer outro; mas não! Foi pelo pior possivel! E não me venham com a treta do Portugal x Inglaterra. A aquilo chama-se sorte, esteja o Ricardo ou o Baía (ou eu, já agora) na baliza, com ou sem luvas, assim como toda a gente chamaria azar caso a bola que o Beckham mandou para a bancada tivesse entrado na gaveta como era suposto. Se houve alguém com pinta naquela marcação de penaltys foi o Helder Postiga, do alto da sua inconsequencia de "Indio das Cachinas" ao marcar aquele penalty à maior do mundo.
Guarda redes à parte, digam me lá qual é o mérito de um treinador que perde duas vezes exactamente da mesma maneira contra uma selecção do nivel da Grécia? Na primeira vez, e ignorando a inconcebivel formação colocada em campo por Scolari, num total desprezo por uma defesa e meio campo campeões europeus como era a que tinha disponivel vinda da máquina montada por Mourinho no Futebol Clube do Porto, ainda terá desculpa, pela possibilidade de ter sido surpreendido pela estratégia do ferrolho e pontapé para a frente usada pela Grécia; da segunda, já não, pois a Grécia passou o europeu todo a jogar assim e já devia estar mais do que avisado. A selecção nacional não conquistou o segundo lugar no Euro 2004; a selecção nacional perdeu o Euro 2004, por culpa da teimosia e falta de visão do Sr. Scolari. E perdeu-o contra a Grécia! E não nos esqueçamos que embora Portugal se tenha apurado para o mundial, o grupo em que calhou era absolutamente ridículo e ainda andou alguns jogos contra selecções inconcebiveis a cagar e a tossir, onde só não perdeu por ser manifestamente impossivel, tal a inaptidão do adversário para dar dois chutos seguidos numa bola...
Fico assim a aguardar a chegada cabisbaixa da Alemanha, e desde já triste por não poder ver o Scolari a ser despedido (o contrato acaba no fim do mundial...). Sobrar-me-á a cena hilariante de ver o Madail a deitar-lhe as culpas enquanto contrata o treinador "adiantado pel' A Bola".
