domingo, julho 31, 2005

Vá, vão-se todos foder; os filhos já la estão, queremos as putas ao poder!

AR vai gastar um milhão de euros em subsídios de integração

A Assembleia da República (AR) vai gastar mais de um milhão de euros em susbsídios de reintegração profissional para 56 ex-deputados, avança este domingo o Correio da Manhã. Falta decidir sobre as petições de mais 19 deputados que ao cessarem funções este ano, pediram este regime especial, mas o orçamento do Parlamento para este subsídio é de 1.350 milhões de euros em 2005, e a verba será praticamente esgotada só com os primeiros beneficiados.


Em Julho foram já pagos cerca de 380 mil euros, parte dos 1.145 milhões de euros que serão pagos aos 56 ex-deputados, em que se integram o antigo ministro da Educação, David Justino, e o ex-governador do Banco de Portugal, José Tavares Moreira, ambos sociais-democratas.

Segundo o CM os valores dos subsídios de reintegração a atribuir a cada deputado variam entre 63 447 e 3524 euros, pagos de forma faseada. O valor é igual ao vencimento mensal do cargo à data da cessação de funções durante tantos meses quantos os semestres em que tiver sido exercido o cargos. Numa legislatura completa, um deputado – cujo vencimento é de 3 524,85 euros – arrecada 28.198 euros.

O subsídio de reintegração é atribuído aos titulares de cargos políticos que cessam as suas funções sem completar 12 anos no cargo, explicou o jornal. A regalia apenas é revogada caso seja assumido um cargo público. Nos últimos cinco anos o pagamento de subsídios de reintegração custou ao Estado cerca de 3,5 milhões de euros.

in Diário Digital

quinta-feira, julho 14, 2005

O direito à felicidade.

Ontem, à porta do tal tasco do costume, o da posta "Filho da Puta" (por falar nisso, o gajo estava lá e teve a inteligência de retribuir a simpatia de me ignorar completamente), uma das tais comunas de merda de que falei na mesma posta, tentava convencer um amigo dos maleficios da descriminação, seja esta dirigida a pessoas de raças ou de orientações sexuais diferentes. Nobre intenção, lamentavelmente manchada pelo uso dos lugares comuns useiros neste tipo de discussão:
-Andamos a explorar os africanos durante anos e agora é natural que se revoltem...
-É normal uma pessoa sentir-se atraida por alguém do mesmo sexo...
-Eu também acho mal os gays andarem aos beijos no meio da rua, a dar espectáculo, mas se perguntares à maioria dos gays eles também acham. E se fosse um casal heterosexual também achava. (namora às escondidas, esta...)
-Não se pode generalizar... (e agora reparem na coerência...) Eu não gosto de ricos e não digo que não haja alguns porreiros! (até o skinhead mais activista, com um certo esforço admitirá já ter conhecido um preto porreiro ao longo da sua vida)
Estava a conversa nestes termos, e de tal maneira que resolvi não intervir por ser manifestamente inútil, quando a começo a sentir chegar... A bomba! Um silvo a cruzar os ares e uma explosão implacável:
-Toda a gente tem o direito a ser feliz!
KaBoooooom!!! Milhares e milhares de neurónios mortos e milhões deles com o futuro hipotecado pela radiação!
Ora cá está algo que eu não sabia. Embora não seja um homem das leis, não sabia que a contituição consagrava o direito à felicidade.
Todos aqueles dias que me tenho sentido infeliz (não são muitos, felizmente) podia ter chamado a polícia!
-Sr. agente, o meu direito à felicidade não está a ser respeitado. Queria que o Sr. agente entrasse no relvado e identificasse aqueles Srs. de azul e branco às riscas e que estão a jogar muito mal, porque eu quero apresentar queixa. Ah, e de caminho mande alguém lá acima e descubra quem foi o responsável pelo nevoeiro de anteontem na praia.
Era giro. Principalmente para estes depósitos de areia cobertos a rastas. Já não se dão ao trabalho de pensar, agora escusavam de se dar ao trabalho de ser felizes!
Ninguém tem o direito a ser feliz. Quando muito, acho que se deve dar a oportunidade de tentar a toda a gente, mas não me parece correcto colocá-la ao dispor de todos numa bandeja. Primeiro, porque então a felicidade perderia todo o seu valor; segundo, porque por vezes a felicidade de uns implica a infelicidade de outros e chuva no campo e sol na eira, está provado que não é possível de obter...
Assim, sugiro a todos que procurem a vossa própria felicidade, sem esperarem que vos venha cair no colo e caso se dê a feliz ocorrência de a conquistarem, preparem-se porque não é para sempre e vão perdê-la mais cedo ou mais tarde, por um espaço de tempo maior ou menor.
Não vos parece apelativo? Então deixem de viver e organizem-se. Façam manifestações a exigir que coisas como cancros, acidentes de automóvel, incêndios, derrotas da vossa equipa, dias nublados, chumbos na pauta, despedimentos e zeros no Euromilhões sejam considerados inconstitucionais.