Os meninos
Jogou-se ontem a final da taça UEFA. O Sporting perdeu-a em casa. A minha inclinação clubística (F.C.P., para quem só tenha cá chegado hoje) faz com que rejubile de prazer. Indignam-se neste momento todos os leitores não adeptos do futebol.
O futebol é um jogo cujo climax reside na vitória, que quando existe implica automáticamente uns derrotados a quem acabamos de nos superiorizar. Não tem piada nenhuma ganhar a uns gajos de Moscovo que só vimos durante 90 minutos no outro lado do estádio. Quem vai ter de ser alvo da superioridade, terão de ser os adversários locais, com quem nos encontramos diariamente nas nossas voltas rotineiras.
Durante os últimos dois anos passei de mísero detentor de uma Liga dos Campeões a adepto do clube com mais sucesso internacional português, nas taças que interessam e nas que não interessam (Super Taça Europeia e Intercontinental). Isto sabe-me muito bem. Caso o meu F.C.P. tivesse ganho tudo o que ganhou e mesmo assim continuasse a não ter ganho tanto como um qualquer rival nacional, não me satisfaria tanto. É isto que interessa, ganhar mais do que os outros. Uma vitória adversária é uma derrota pessoal. Dizem-me os politicamentes correctos que é um gesto irracional. Concordo plenamente. O futebol é uma paixão, e por definição, irracional.
Querem que eu goste de ver um Peseiro histérico, um sonolento Dias da Cunha, um Liedson fiteiro, um Pedro Barbosa arrastão ou um lateiro Ricardo a levantar uma taça UEFA sob o olhar bacoco de um Madaíl qualquer? Não consigo. São gente que não combina com vitória.
Não gostei de ver associados à alegria portista dos últimos anos gente adepta de clubes adversários. Desde o tóne lampião que arranjou um bilhete para a final lá no café ao Durão ou ao Sampaio. Quem ganhou fomos só nós, não foram todos. Há um ano associaram-se à festa, e agora inssinuam que esta foi devia a corrupção e putas? Não quero. Não quero que ninguém que não seja dos nossos se intrometa na alegria. Costumo dizer que não devo ser português. O benfica reclama para si seis milhões de adeptos e o sporting, quatro. Uma vez que Portugal tem dez milhões de habitantes, os portistam devem ser espanhóis ou, ironia, marroquinos. Eu só queria ser o único. O único portista do mundo. Era o maior. Ria-me de toda a gente.
Para além de tudo, serve isto de lição aos que achavam que bastava cair de pára-quedas numa final para estar o serviço feito. Afinal, é preciso ganhar a final. E hoje tenho pena que o detentor da Taça UEFA não seja o AZ Alkmaar...
O futebol é um jogo cujo climax reside na vitória, que quando existe implica automáticamente uns derrotados a quem acabamos de nos superiorizar. Não tem piada nenhuma ganhar a uns gajos de Moscovo que só vimos durante 90 minutos no outro lado do estádio. Quem vai ter de ser alvo da superioridade, terão de ser os adversários locais, com quem nos encontramos diariamente nas nossas voltas rotineiras.
Durante os últimos dois anos passei de mísero detentor de uma Liga dos Campeões a adepto do clube com mais sucesso internacional português, nas taças que interessam e nas que não interessam (Super Taça Europeia e Intercontinental). Isto sabe-me muito bem. Caso o meu F.C.P. tivesse ganho tudo o que ganhou e mesmo assim continuasse a não ter ganho tanto como um qualquer rival nacional, não me satisfaria tanto. É isto que interessa, ganhar mais do que os outros. Uma vitória adversária é uma derrota pessoal. Dizem-me os politicamentes correctos que é um gesto irracional. Concordo plenamente. O futebol é uma paixão, e por definição, irracional.
Querem que eu goste de ver um Peseiro histérico, um sonolento Dias da Cunha, um Liedson fiteiro, um Pedro Barbosa arrastão ou um lateiro Ricardo a levantar uma taça UEFA sob o olhar bacoco de um Madaíl qualquer? Não consigo. São gente que não combina com vitória.
Não gostei de ver associados à alegria portista dos últimos anos gente adepta de clubes adversários. Desde o tóne lampião que arranjou um bilhete para a final lá no café ao Durão ou ao Sampaio. Quem ganhou fomos só nós, não foram todos. Há um ano associaram-se à festa, e agora inssinuam que esta foi devia a corrupção e putas? Não quero. Não quero que ninguém que não seja dos nossos se intrometa na alegria. Costumo dizer que não devo ser português. O benfica reclama para si seis milhões de adeptos e o sporting, quatro. Uma vez que Portugal tem dez milhões de habitantes, os portistam devem ser espanhóis ou, ironia, marroquinos. Eu só queria ser o único. O único portista do mundo. Era o maior. Ria-me de toda a gente.
Para além de tudo, serve isto de lição aos que achavam que bastava cair de pára-quedas numa final para estar o serviço feito. Afinal, é preciso ganhar a final. E hoje tenho pena que o detentor da Taça UEFA não seja o AZ Alkmaar...

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