Manifesto pró Ribeira.
Todos os que lêm estas linhas e me conhecem, de facto, sabem que se toda a gente fosse como eu a Ribeira do Porto era o local mais frequentado do país... Tenho uma ligação de sempre com a Ribeira... Ia para lá ainda criança, pela mão do meu avô, para o gabinete camarário que ele dirigia e que era responsável pela reabilitação da zona para "aprender a desenhar" com os arquitectos e engenheiros, e desconfio que é também graças a isso que hoje estudo Engenharia Civil. Quando entrei para a faculdade, para estudar a tal engenharia, lembro-me de ir à Ribeira e de ter milhares (eram milhares mesmo...) de pessoas, num dos mais fantásticos ambientes nocturnos que já vi (talvez só equiparado à Temple Bar Street de Dublin e à Metelkova de Ljubljana). Não havia estudante no Porto que nunca tivesse ido à Ribeira. Depois vieram as noites da mulher nas discotecas que apareciam como cogumelos, que aliadas às roubalheiras por parte da canalhada da Ribeira e à politica fascista e autista do Sr. Rio, deixaram a Ribeira moribunda.
No entanto, durante o Euro2004 a Ribeira voltou às gloriosas noites, e não eram só os "cámones" que a enchiam, mas também aqueles que por um motivo ou outro a abandonaram e que eu pensei que a tinham redescoberto, pois todos os que lá estavam pareciam estar a divertir-se bastante. Confesso que tive esperança que fosse definitivo, mas não foi.
Entretanto, existe um fenómeno impensável há uns anos: estudantes universitários que nunca foram à Ribeira! Dizem que lhes disseram que era perigoso e que estava vazia... É para estes em particular que escrevo: a Ribeira não é nem mais nem menos perigosa do que qualquer outro local do Porto. Os artistas que lá estavam a roubar o pessoal ou estão presos ou estão em casa, com a pulseirinha electrónica da moda, a ver TV, que ainda é o pior castigo que se pode dar a alguém em Portugal; quanto a estar vazia... de facto está! Mas enquanto voçês continuarem a trocar os barmans da Ribeira pelas sopeiras das discotecas, vai continuar assim.
Acreditem em mim, a Ribeira é definitivamente o melhor sitio para beber uns copos com os amigos, e depois de umas quantas canecas sempre podem ir ver as sopeiras na mesma à discoteca.
Apareçam por lá para bebermos uns copos!

7 Comments:
ESTE POST TEM O PATROCÍNIO EXCLUSIVO DA "ZÉ DO ALHO,lda"?
Amigo, tens alguma conta por lá? Esto a brincar. Imagino que gostes muito da Ribeira. Eu não conheço bem. Mas passei lá, em tempos, uma noite memorável.
Bom... quiz a gripe que eu viesse parar a este blog, porque a esta hora estaria num qualquer local rodeado de sopeiras e o nivel de alcolémia no meu sangue não me permitiria de certeza escrever estas linhas... e vou directo ao assunto, pois tou a enregelar e daqui a pouco nem os "paracetamois" me valem. Concordando com quase tudo que foi dito sobre a ribeira, e o local edílico que poderia ser... no entanto, acho que mais vale uma sopeira à mão, do que uma mão no nosso bolso. E sabes bem que assim é, embora uma pessoa se possa sentir segura e com as costas quentes por conhecer lá pessoal, nomeadamente se estes possuirem um entreposto de comes, bebes, etc..
Tirando uma pequena minoria, que tão bem como tu sabemos existir, vejo nos conterrâneos da ribeira o equivalente dos que habitam os bairros de pretalhada de Lisboa. Como sei que sobre estes também tens uma opinião bem formada, desafio-te a descobrires as diferenças.
Caro engripado:
Vamos por pontos, como diria o ex Ministro da defesa:
1-Mais vale uma senhora na mão do que duas sopeiras a voar.;)
(ou mais valem duas senhoras a voar do que uma sopeira na mão)
2-Oh caro amigo, alguma vez me viste a virar a cara ou a tirar o corpo fora por me faltar este ou aquele aquecedor de costas?!
3-As diferenças entre nativos da Ribeira e nativos africanos importados para bairros sociais de Lisboa são muitas, mas dou-te a principal: os primeiros amam de facto a terra onde vivem!
Quanto a ti, abifa-te, abinha-te e abafa-te, a ver se curas essa gripe...
Nice blog... a sério.
Curti e keep tha Ribeira alive wankers
=) [[]]
Pois caro amigo. As tuas palavras sublinho e repito. Sem tirar vírgulas ou pontos. Saudosas noites passadas naquela Ribeira cheia de surpresas, ora agradáveis, ora não... Fossem noites académicas, com os amigos, com os colegas, para um lanche, para um copo, no intervalo de um exercício de RM2, blá blá blá... Mas também lá vão os tempos da FEUP dos Bragas, das tardes e noites no Encontro, no Célia, no Luso, naquele tasco que nunca me lembro do nome mas único por servir uma francesinha com osso! As mentalidades (quase todas) mudaram... Por infelicidade nossa, da Ribeira e das boas noites...
Abraço
Copos copos copos,
É só copos copos copos,
Copos Copos,
Só Copsos copos copos.
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