quarta-feira, outubro 13, 2004

Pipocas.

Uma vez que não tenho forma de comunicar com qualquer líder mundial, e mesmo que tivesse não me parece que a minha ideia fosse bem acolhida, uma vez que iria acabar com imensas negociatas, vou usar o meu Blog como meio para comunicar ao mundo a melhor forma de acabar com o conflito Israelo-Árabe.
É sabido que quer judeus, quer árabes são do piorio e que estão muito bem uns para os outros e que nenhum dos lados tem razão suficiente para levar a melhor. Assim sendo, sugiro o seguinte:
Após a construção de um muro ao redor de todo o território israelita e palestiniano, dava-se uma semana para que qualquer ser inteligente que por lá habite saísse do respectivo território, recebendo exílio num qualquer país à escolha (no entanto, não venham para cá; isto anda mau e temos um primeiro ministro atrasado mental…), após o que se selaria o muro, cortando qualquer contacto com o exterior.
Bastaria então à ONU sobrevoar o território e lançar de pára-quedas todo o armamento que os seus membros pudessem disponibilizar, de forma a equipar todos os membros dos dois lados do conflito, desde que o mesmo não fosse capaz de atingir países vizinhos. Depois…depois era como quem faz pipocas! Quando acabar o barulho, está pronto. Claro está que sobrariam sempre uns quantos sobreviventes, qual grão de milho que se cola no fundo do tacho, mas nada que meia dúzia de unidades de elite dos diversos exércitos mundiais não resolvessem. Em vez de sal ou açúcar, bastava polvilhar com cal viva, de forma a acelerar a decomposição dos cadáveres, ou até quem sabe, aproveitar-se-iam alguns para fins de investigação científica e pronto, entravam os bulldozers, arrasavam e enterravam tudo o que restasse e o novo território livre serviria para aterros sanitários e depósito de inutilidades diversas, como livros da Margarida Rebelo Pinto, albúns dos Linkin Park ou cachecóis do Benfica, enfim, um sem número de possibilidades....
Lembrei-me agora de um senão… Talvez não seja tão boa ideia como isso… É que depois os telejornais não tinham com que preencher os espaços mortos e lá teríamos de levar com mais um especial de homenagem à Amália ou até directos da porta do tribunal onde está a ser julgada a mãe da pequena Joana.

P.S.- Por falar na pequena Joana…

Começo a ficar seriamente aborrecido com as três estações de TV generalistas, mas principalmente com a TVI. É que depois de entrevistarem toda a gente que poderia ter o mais remoto relacionamento com a criança (mãe, pai, padrasto, tio, avós paternos e maternos, vizinhos, mãe do padrasto, filhos do padrasto, clientes da sucata do padrasto, a senhora do café onde o tio comprava os maços de SG Filtro, populares indignados à porta do tribunal, o Padre Borga, etc., etc., etc. …), sinto-me discriminado!É que eu próprio conheço diversas Joanas, tenho mesmo uma prima chamada Joana e um primo chamado João e a mim ainda ninguém me perguntou o que é que eu penso acerca do desaparecimento da menina. Já no Euro 2004 foi a mesma coisa; ninguém quis saber o meu palpite acerca do resultado dos jogos da selecção nem quem seriam os autores dos golos. Nem sequer me deixaram mandar beijinhos…

4 Comments:

At outubro 13, 2004 1:56 da tarde, Blogger xpampa said...

como é possivel não haver comentários a este texto funny-nazi? como é que nao se comenta uma solução com ares de deus poderoso e capaz? quem te conhece sabe que não sentes, nao podes. quem te conhece sabe....
seria uma solução, a lixeira do mundo aqui mesmo ao pé de si. podia ser que alguem com o mesmo poder se decidisse assim por um pais que se individa mais que produz, que se queixa mais do que realiza, ou de uma pessoa que em ideias hipotéticas, onde as soluções são imaginadas e a liberdade de opção é ilimitada, decide o genocidio. tem graça....que bom que ha ainda quem nao tenha poder!
mas concluo dixendo que me sentiria segura num mundo governado por ti, por varias razoes:
-falo a tua lingua
-nao sou preta, nem árabe, nem chinesa
-não sou judia
-nao sou do benfica
-nao leio a rebelo de sousa
nao gosto de linkin park.....
sou perfeita no teu mundo feliz!

 
At outubro 13, 2004 4:49 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Para grandes males, grandes remédios1 É sempre de louvar uma tomada de atitude ou de posição, sempre que ela possua alma e aspectos concretizáveis. O que é o caso! Fácil, seria uma tomada de posição sem a tomar, ou seja, somente criticar. Meu caro amigo não te preocupes com os espaços mortos. haveria tanto morto que levaria dois séculos a contar! Senão, sempre podiamos continuar a mandar beijinhos. Já agora!? Beijinhos! Parabéns e continua o bom trabalho! Hamosher.

 
At outubro 14, 2004 6:55 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Pois muito bem. Como diz o mestre Broots, conversa puxa conversa, e comentário puxa comentário. Só quero dizer apenas uma coisa. Como referência ao país que em que a sua taxa de endividamento é superior à taxa de produtividade... Tudo começa na unidade. No elemento único. E depois generaliza-se para o conjunto. Quantas pessoas passam fome neste país para terem o seu Mercedes ou BMW? Quantas pessoas compram as suas camisolas Tommy ou Gant a crédito? E quantas pessoas passam as suas tão badaladas férias nas praias de Copacabana sem sequer abrirem os estores de suas salas, como que enfiadas num bunker. Sim, sem sairem de casa. Pois neste país são muitas! Se calhar maior parte! Assim como que aquelas que ao trabalho preferem umas baixas ou umas greves. Começa na unidade e globaliza-se para o conjunto. Ora as empresas fecham, ora as escolas nem chegam a abrir... Se o Zé Povinho se preocupasse em trabalhar... Aos livros da Margarida e aos álbuns dos Linkin Park acrescentava todo o Zé Povinho... Mas sem dúvida retirava os cachecóis do Benfica...

André

 
At outubro 15, 2004 9:33 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Eu acho que a solução na verdade passaria pelos Estados Unidos dos Judeus deixarem de dar apoio a israel, e começarem a dar alguma congruência a suas acções, visto que os israelitas nâo estão a fazer mais nada a não ser ocupar um território que não é deles. Mas claro que os estados Unidos dos Judeus permitem a ocupação, permitem a construção do muro, a, quer dizer, da "Barreira de separação" e riem-se hipocritamente para o mundo. São os bar-mitzvahs que puxam o cordelinho àquela grande nação. Porque, Deuses, porque?
"Vamos contruir a barreira de separeção para nos proteger dos atentados suicidas palestinianos!" - Experimentem DESOCUPAR e vejam se os atentados não param.

/bate na mesa e pensa como queria fazer uma tatuagem com as botas nu cu do Sharon.

Gustavo K.

 

Publicar um comentário

<< Home