sábado, outubro 30, 2004

A ilusão de conforto da mentira.

É impressionante a capacidade de certas pessoas para criar um universo paralelo ao seu próprio mundo e de viverem uma mentira constante. O sorriso falso, a simpatia esfuziante que emanam, mesmo quando não suportam o seu interlocutor, a banalidade do discurso, que mantém relações indesejadas a agoniar ano após ano, e o mais baixo assentimento constante do “Eu também...” e tudo isto porquê? Para serem simpáticos.
O facto da sua personalidade ser inexistente, provoca uma carência de relações sociais a todo o custo, num claro desprezo da velha máxima “poucos mas bons” em detrimento dos “muitos, sejam quem forem”. A pobreza de espirito é por vezes tal que são capazes de andar acompanhados anos a fio por pessoas, oficialmente amigas, sem se suportarem mutuamente, o que abre a possibilidade de criação de laços de cumplicidade com “amigos” comuns, também estes desinteressantes, através de diálogos difamatórios. Quantas vezes assistiram a grupos de três pessoas numa mesa de um qualquer bar, a transparecer uma amizade à prova de bala, e depois assim que uma delas se levanta, as restantes duas falam dela como se tivessem estado a partilhar a mesa com o Carlinhos Castro?
Não tenham medo de ser antipáticos com quem não vos merece simpatia. É preferível a terem de suportar alguém de quem não gostam pelo facto de ser aparentemente mais confortável. E façam isto mesmo com os vossos melhores amigos: exponham-se. Digam tudo. Não deixem espaço para ambiguidade e surpresas futuras, pois a amizade verdadeira, ou irmandade, como gosto de lhe chamar, sobrevive e fortifica-se com tudo isso. É impossível terem um verdadeiro amigo que pense tal e qual como vocês, pelo simples facto de não existir ninguém que pense tal como vocês. Quanto a mim, actuo desta maneira. Curto e grosso. Aceitam? Óptimo. Estamos cá. Não aceitam? Óptimo. Fiquem por aí. E brindo a isso, tenham saúdinha e que não vos falte nada, para que nunca tenham de voltar...

domingo, outubro 17, 2004

Teoria da relatividade.

Como podem ler no post “Eu avisei”, há algum tempo fui à Luz assistir a um benfica – Porto. Na altura, o país andava histérico, com a possibilidade de o benfica reduzir para sete os pontos que o separavam do F.C.P., o que a dois meses do fim do campeonato relançava a luta pelo título. Este ano, andam histéricos porque dois meses volvidos sobre o início do campeonato, se ganharem logo à noite, ficam com sete pontos de vantagem e fica assim o campeonato ganho. Einstein não faria melhor…

O cumprimentador compulsivo, esse animal.

Venho hoje falar-vos de uma espécie que eu amigavelmente etiquetei de cumprimentador compulsivo, de forma a não insultar o pobre animal. Apesar de poder ser encontrado em diversos meios, o habitat preferido da besta parece ser onde quer que haja manifestações festivas do estilo queima das fitas, discotecas, bares da moda e afins. Após um estudo superficial, pois os meus conhecimentos de zoologia não me permitem ir mais além, suponho que essa espécie é uma mutação do ser humano, uma vez que só deparei até à data com exemplares do sexo masculino, estando portanto a sua reprodução comprometida à partida. (Ou então, talvez se cruzem com fêmeas humanas, quando haja burras para isso, que as há, sem prejuízo para as restantes…). Estes animais têm uma forma muito peculiar de interagir com o ser humano, nomeadamente do sexo masculino, o que torna o estudo dos seus hábitos de grupo fascinante. Após uma abordagem ora agressiva ora reveladora de uma atroz falta de inteligência e de sentido de conveniência, quando confrontados com a reacção de recusa liminar de pactuar com tal manifestação por parte do seu interlocutor, seja por um clássico par de trombas (não imaginam como é eficaz na maioria dos casos) ou pela mais elaborada contra-ofensiva na forma de firme “Vai-te foder!”, o pobre animal desmancha-se em simpatias, nomeadamente com o imediato esticar de mão (daí a denominação), de forma a tentar cumprimentar o humano, normalmente acompanhado de um básico”Ei, tasse bem! Na boa…” Não me parece normal. Porque é que um idiota depois de fazer algo que me irrita solenemente, seja por estupidez ou incompetência, depois de ver que não estou para o aturar, não aproveita a sorte e se vai simplesmente embora? É que na minha observação detalhada consegui perceber que é isso que fazem quando uma humana reage como eu. Vão-se embora. Com cara de parvos, mas vão… Porque é que eles acham que eu os vou cumprimentar? Porque “tasse bem?” Não “tasse” nada! Tal atitude faz tanto sentido como jogar na lotaria e aquando da extracção, após a coincidência dos números iniciais, queimar o bilhete. Já que jogam esperem pelo fim do sorteio, nunca se sabe quando vos sai a sorte grande…

sábado, outubro 16, 2004

Lest we forget, indeed!

Ontem pus finalmente as mãos no recente "best of" de Marilyn Manson, e posso dizer-vos que juntamente com "The Least Worse of Type O Negative" é o melhor que já ouvi, com a vantagem acrescida de a edição especial vir acompanhada com um DVD contendo todos os video clips da banda, o que só por si já quase valia os 22,99€. Para os fãs da banda é a melhor maneira de ter todo o "vintage", acrescido de pequenas alterações pontuais e de uma nova, boa, música (Personal Jesus) reunido num CD, e mesmo para quem não tem uma opinião muito favorável, é um disco a ouvir com atenção. Quem sabe não se convertem. Cá fica o alinhamento:

Lest We Forget, the best of Marilyn Manson

The Love Song
Personal Jesus
mOBSCENE
The Fight Song
Tainted Love
The Dope Show
This Is The New Shit
Disposable Teens
Sweet Dreams (are made of this)
Lunchbox
Tourniquet
Rock Is Dead
Get Your Gunn
The Nobodies
Long Hard Road Out Of Hell
The Beautiful People
The Reflecting God
(s)AINT



sexta-feira, outubro 15, 2004

Eu avisei...

Há aproximadamente ano e meio tomei as vacinas todas, peguei no passaporte e fui a Lisboa ver o ultimo benfica - F.C. Porto no antigo estádio da Luz. Foi um jogo extremamente interessante e revestido do interesse adicional de o benfica se aproximar do Porto, caso vecesse, ficando então a sete pontos. Como perdeu, ficou a treze, e finalmente os infiéis resignaram-se e deram o campeonato como perdido.
Fiquei na bancada dos adeptos do Porto (onde mais?) separado dos sarracenos por uma frágil grade metálica. Ainda o jogo não tinha começado quando ouço o seguinte comentário, dirigido a um adepto do Porto que vestia uma camisola da selecção com o nome "Deco" (que ainda não estava naturalizado, mas já em vias disso) nas costas: "-Era o que faltava ter esse monte de merda a jogar na selecção! Brasileiro do caralho..." Eu levantei-me então e perguntei ao autor da pérola se o Eusébio era poruguês, e garanti-lhe que o Deco havia de marcar um golo naquele dia. Mais, ele ainda haveria de estar no estádio então em construção ao lado, na final do Euro 2004 a gritar pelo nome do Deco. Passados minutos fiz questão de correr a bancada com o olhar à procura dele, só para lhe ver o desespero no rosto; é que na altura o marcador mostrava benfica 0 - "monte de merda brasileiro" 1, tendo o jogo, para felicidade deles, acabado assim. "Outra vez, outra vez, o campeonato com o caralho outra vez..." Lindo! Não sei se o otário foi à final do Euro, mas achei engraçado na quarta feira ver o Deco a dar um show de futebol frente à Rússia, uns metros ao lado, no Alvalade XXI e ver os mouros todos, a fazer-lhe a vénia e a gritar por ele. Um dia destes, ainda lhe constroem uma mesquita e passam a rezar voltados para Barcelona...

quarta-feira, outubro 13, 2004

Pipocas.

Uma vez que não tenho forma de comunicar com qualquer líder mundial, e mesmo que tivesse não me parece que a minha ideia fosse bem acolhida, uma vez que iria acabar com imensas negociatas, vou usar o meu Blog como meio para comunicar ao mundo a melhor forma de acabar com o conflito Israelo-Árabe.
É sabido que quer judeus, quer árabes são do piorio e que estão muito bem uns para os outros e que nenhum dos lados tem razão suficiente para levar a melhor. Assim sendo, sugiro o seguinte:
Após a construção de um muro ao redor de todo o território israelita e palestiniano, dava-se uma semana para que qualquer ser inteligente que por lá habite saísse do respectivo território, recebendo exílio num qualquer país à escolha (no entanto, não venham para cá; isto anda mau e temos um primeiro ministro atrasado mental…), após o que se selaria o muro, cortando qualquer contacto com o exterior.
Bastaria então à ONU sobrevoar o território e lançar de pára-quedas todo o armamento que os seus membros pudessem disponibilizar, de forma a equipar todos os membros dos dois lados do conflito, desde que o mesmo não fosse capaz de atingir países vizinhos. Depois…depois era como quem faz pipocas! Quando acabar o barulho, está pronto. Claro está que sobrariam sempre uns quantos sobreviventes, qual grão de milho que se cola no fundo do tacho, mas nada que meia dúzia de unidades de elite dos diversos exércitos mundiais não resolvessem. Em vez de sal ou açúcar, bastava polvilhar com cal viva, de forma a acelerar a decomposição dos cadáveres, ou até quem sabe, aproveitar-se-iam alguns para fins de investigação científica e pronto, entravam os bulldozers, arrasavam e enterravam tudo o que restasse e o novo território livre serviria para aterros sanitários e depósito de inutilidades diversas, como livros da Margarida Rebelo Pinto, albúns dos Linkin Park ou cachecóis do Benfica, enfim, um sem número de possibilidades....
Lembrei-me agora de um senão… Talvez não seja tão boa ideia como isso… É que depois os telejornais não tinham com que preencher os espaços mortos e lá teríamos de levar com mais um especial de homenagem à Amália ou até directos da porta do tribunal onde está a ser julgada a mãe da pequena Joana.

P.S.- Por falar na pequena Joana…

Começo a ficar seriamente aborrecido com as três estações de TV generalistas, mas principalmente com a TVI. É que depois de entrevistarem toda a gente que poderia ter o mais remoto relacionamento com a criança (mãe, pai, padrasto, tio, avós paternos e maternos, vizinhos, mãe do padrasto, filhos do padrasto, clientes da sucata do padrasto, a senhora do café onde o tio comprava os maços de SG Filtro, populares indignados à porta do tribunal, o Padre Borga, etc., etc., etc. …), sinto-me discriminado!É que eu próprio conheço diversas Joanas, tenho mesmo uma prima chamada Joana e um primo chamado João e a mim ainda ninguém me perguntou o que é que eu penso acerca do desaparecimento da menina. Já no Euro 2004 foi a mesma coisa; ninguém quis saber o meu palpite acerca do resultado dos jogos da selecção nem quem seriam os autores dos golos. Nem sequer me deixaram mandar beijinhos…

terça-feira, outubro 12, 2004

Felicidade Suprema!

O texto que se segue foi escrito há alguns meses, quando tive a honra sublime de tirar uma fotografia com a taça da Champions League, em pleno Estádio do Dragão completamente vazio. Nessa noite, enquanto olhava ainda incrédulo e embevecido para ela, escrevi-o:

Foi com o orgulho estampado no rosto, que, contrariamente ao que às vezes se pensa, constatei que a realidade consegue por vezes ser mais fantástica do que o mais maravilhoso dos sonhos. Apesar de ter sonhado com ela, ter visto os meus meninos a passear a sua classe pelo velho continente fora, tombando tudo e todos os que ousaram pensar que os poderiam travar, nessa épica cavalgada rumo à conquista e, posteriormente, a ter visto ao longe, imponente, já pela segunda vez, hoje tive o privilégio de sentir nas minhas mãos de que é feita a felicidade suprema: de prata! Oh, miseráveis, que insistis sempre em complicar um mundo que pode ser às vezes tão simples. Afinal, basta uma taça de regresso a casa para fazer chorar de alegria um homem... Mais uma vez, obrigado F.C. Porto. Conta sempre comigo.

Dúvidas...

Aqui estão algumas dúvidas que se instalaram na minha mente, e que insistem em ficar por cá...

  • Os copos de vidro que costumamos encontrar no interior dos urinóis e retretes das discotecas vão para onde no dia seguinte?
  • Porque é que os militantes do PSD puderam escolher o novo primeiro ministro e os restantes portugueses não?
  • Porque é que só recebo e-mails da faculdade perfeitamente irrelevantes, ao passo que a informação realmente importante está escondida algures num placard?
  • Onde é que os gunas compram aqueles chapéus? E quem decide que devem mudar o estilo dos mesmos todos ao mesmo tempo?
  • Porque é que o barco do aborto deixou cá ficar os abortos todos que passam por mim por todo o lado?
  • Quem é o jornalista da TVI que está de plantão no IPO à procura de casos de criancinhas com cancro?
  • Onde é que o Madaíl arranjou aquela lata toda que lhe permite continuar alegremente a (não) exercer o seu cargo?
  • Quem é a mente brilhante que convence em simultâneo todos os fabricantes de qualquer tipo de produto que coisas como Aloé Vera, chá verde e sabão natural são importantes?
  • O que raio é o sabão natural, afinal de contas? É algum tipo de sabão extraido do subsolo ou que cresce nas árvores?
  • Porque é que o fado é considerada a música nacional? Não havia nada mais animado e menos irritante?
  • Porque é que as bandeiras nacionais continuam penduradas nas janelas? Já passaram o Euro 2004, os jogos Olímpicos e Paralímpicos. Agora estão à espera de quê?
  • Porque é que a Praça da Alegria, SIC 10 Horas e Olá Portugal dão em simultâneo, num claro desaproveitamento do mercado de público não demente que vê televisão de manhã?
  • Porque é que o Portugal no Coração, Às 2 por 3 e A Vida é Bela dão em simultâneo, num claro desaproveitamento do mercado de público não demente que vê televisão de tarde?
  • Por que é que as pessoas continuam a achar que as francesinhas do Capa Negra são as melhores do mundo? É por serem uma roubalheira?
  • Quem é que disse ao Simão Sabrosa que era uma fantástica máquina de jogar futebol? E ao Rui Costa?
  • Porque é que o pessoal da PT não acredita em mim quando digo que não quero cancelar o contrato com a Tele2 e me continua a ligar a perguntar o mesmo de 15 em 15 dias?
  • Para que é que os gajos da Telepizza perguntam com que notas vou pagar se o morcão da mota não traz trocos na mesma?
  • Porque é que há telemóveis com máquina fotográfica e não com saca rolhas, corta unhas e outras merdas de que se possa mesmo vir a precisar?
  • Porque é que nos aviões há coletes salva vidas , ao passo que nos barcos não há pára quedas?
  • Se tenho mais que fazer amanhã porque é que estou a escrever esta merda às 5:17 da madrugada?

Caso tenham resposta a alguma destas dúvidas, não exitem em deixar o vosso comentário. Obrigado.


domingo, outubro 10, 2004

Falta de educação.

Certas pessoas têm medo de aranhas. Outras têm nojo de cobras. Outras não gostam de futebol. Eu não gosto de pretos.
Podia dar-vos mil e um argumentos para não gostarem de pretos. Não o vou fazer por dois simples motivos:
1- Se gostam, não ia valer a pena, e sempre é melhor o conforto do politicamente correcto.
2- Se não gostam, já têm os vossos próprios motivos.
Apesar de eu próprio não gostar de pretos, sou uma pessoa bem educada e democrática, não me passando pela cabeça maltratar alguém pelo simples facto de ser preto. Aliás, mesmo que um preto mereça que o trate mal, pensaria duas vezes antes de o fazer, porque passaria imediatamente a ser um racista e consequentemente teria de aturar os donos da verdade que grassam por aí, e já não tenho paciência para isso. Chama-se a isto, e como dizem agora os nossos governantes, "Discriminação positiva".
Hoje, no entanto, aconteceu-me algo que me apetece partilhar convosco. Estava num bar com uns (bons) amigos, quando uma preta, completamente desconhecida de qualquer um de nós, interrompe uma conversa importante e séria que estavamos a ter para pousar uma garrafa vazia na mesa. Tal gesto não mereceu qualquer comentário de nenhum dos presentes, mas apesar disso, ou talvez por causa disso, a rapariga resolveu perguntar na mesma se não havia qualquer problema por pousar a garrafa ali. Um dos meus amigos, numa daquelas inocentes e estupidas piadas de quem já está com o grão na asa e não sabe estar calado disse que não, mas que seria melhor que a garrafa estivesse cheia. Os solidários sorrisos amarelos dos companheiros de mesa não se fizeram esperar, e foram rebatidos - e agora pasmem - com um "-Brancos do caralho!" E depois foi embora. Fantástico!!
Os meus amigos entenderam aquilo como uma ainda mais infeliz piada. Eu, que num momento inicial me recusei a perceber o que ela tinha dito, depois de ver confirmada por eles tão boçal declaração, pasmei com semelhante falta de educação. Agora imaginem que eu num total e inadmissível lapso de raciocínio momentâneo tinha resolvido minutos antes ao passar por ela ter-lhe dito "-Preta do caralho!". Estava o caldo entornado. Eram os amigos dela, ainda mais pretos e com a pujança física que caracteriza a raça a fazer peito para mim, os otários de pseudoesquerda que não fazem ideia quem foi Marx a abanar a cabeça e possivelmente a chamar-me parvo, quando a burrice fosse suficiente para isso, e vinha para casa rotulado de anormal racista (não que me preocupe um pouco que seja com o que qualquer desses idiotas pense acerca de mim).
De qualquer maneira não me parece bem um gajo ser insultado por ser branco, preto, ou até (desgraça das desgraças) benfiquista...

sábado, outubro 09, 2004

PI-DE

Este é um dos meus sonhos utópicos favoritos, e como tal, apesar de não ser novo ou talvez por isso mesmo, decidi abrir as hostilidades com ele neste blog:
A PI-DE (não confundir com PIDE...) ou Polícia Independente de Distribuição de Estaladas é uma força de autoridade idealizada por mim, que ao contrário das outras não teria hierarquia, viaturas, fardas e nem sequer armas. Seriam os recursos humanos levados ao extremo... Brigadas de dois agentes percorreriam o território a pé em busca de "clientes".
De certeza que já por mais de uma vez viram alguém na rua e pensaram "Foda-se, porque é que ninguém dá um par de estalos a este(a) idiota?" Lá está: aí entrava em cena o bom senso (e aí reside a utopia: Onde arranjar gajos suficientemente inteligentes e em número que chegasse para formar brigadas de dois agentes por forma a cobrir todo o território nacional?) dos agentes da PI-DE, que arregaçando as mangas se aproximariam do individuo e lhe espetariam uma estalada cada um, assim, sem qualquer explicação ou pedido de esclarecimento, deixando o energúmeno na maior parte das vezes sem sequer saber o porquê dos vermelhões na cara. A tentar adivinhar...
Já por mais de uma vez que mereci levar um par de estalos assim, e se forem honesto com voçês próprios, chegarão à mesma conclusão. Foi pena não estar lá ninguém para mos dar...
Um tio meu à alguns anos visitou Marrocos e assistiu a uma situação muito parecida com o que vos estou a expôr: Um condutor fez uma cagada no trânsito de forma deliberada. Um polícia mandou-o parar e sair do carro, mas em vez da multa deu-lhe uma estalada monumental, em pleno dia, à fente de toda a gente. Lindo. O gajo de certeza que nunca mais se esqueceu, ao passo que a multa, caso a tivesse pago mesmo, rapidamente caíria no esquecimento.
Pensem bem... Era a melhor forma de acabar com os arrumadores, gunas, patetinhas do grafitti, o governo do Santana Lopes, o Santana Lopes e até com os idiotas que cantam a Dragostea...

"Então é assim..."

"Então é assim..."
Por vezes sinto necessidade de comentar um qualquer facto que me parece digno de atenção. No entanto, geralmente, no imediato não há ninguém por perto capaz de ser interlocutor para o meu devaneio. Para essas situações existe agora este blog.
Eu sei que agora é moda ter blogs, normalmente dedicados à randomização de asneiras, e que o criar agora o meu pode parecer uma colagem a tão deplorável movimento. Quem me conhece, sabe que isso não faz parte do meu "modus operandi". Quem não me conhece, pode tirar a sua própria conclusão (para mim irrelevante...) e optar por continuar,ou não, a seguir este blog.
O blog não terá um tema fixo, nem calendário rígido de actualizações. Será uma espécie de crónica num qualquer jornal, mas sem data marcada e sem o autor ganhar o que quer que seja com isso (isto se não aparecer um qualquer mecenas que ache especial piada ao blog...). No entanto, posso adiantar que a área de influência poderá cruzar quadrantes tão diversos como politica, futebol, musica, televisão e principalmente o fascinante universo das relações sociais.
Agora que já conhecem o endereço, apareçam quando vos apetecer.